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Criação do Google Brasil leva horário nobre da TV para o YouTube

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Na boa e velha televisão, uma marca pode aproveitar que, no horário nobre, dezenas de milhões de pessoas estão passivamente sentadas em seus sofás para, antes que elas mudem de canal, veicular o seu comercial. Em segundos, seu impacto foi na casa dos milhões. Rápido, instantâneo, concentrado.

No YouTube, a coisa é um pouco diferente: 98 milhões de brasileiros estão por lá. Até aí, uma audiência impressionante que não fica atrás da audiência televisiva. O desafio, então, se impõe: como chegar a essa massa de maneira efetiva? Melhor: como chegar a essa massa unida, com o impacto imenso e instantâneo da televisão; que também estaria, assim, metaforicamente, “sentada no sofá” e prestando atenção ao que está sendo veiculado?

Foi esse o desafio por trás da ideia do Blast, nova estratégia do Google Brasil criada há pouco mais de um ano e que, aos poucos, está chamando a atenção de grandes marcas e das agências de publicidade.

O conceito do Blast partiu de Alessandra Gambuzzi, especialista de marca do Google Brasil. Ela apresentou a ideia na empresa em fevereiro de 2016. Em maio daquele ano, o projeto foi inaugurado com uma marca corajosa que topou o desafio.

A estratégia Blast permite que a marca “tome conta” das plataformas de publicidade do Google por um curto espaço de tempo e possa atingir, de maneira focada e precisa, dezenas de milhões de consumidores. Sua marca no foco de atenção: Posicione seu negócio frente a milhões de leitores interessados com a WorldSense Patrocinado 

Com uma vantagem: essa estratégia digital, diferente da televisão, se dá ao luxo da segmentação e ainda colhe dados importantes dos consumidores impactados, de modo a gerar novas estratégias e campanhas.

Dados inéditos divulgados pelo Google Brasil à EXAME.com mostram que, entre maio de 2016 e junho de 2017, foram 17 campanhas via Blast. Em 2016, foram seis. Em 2017, foram onze. A tendência é que mais marcas analisem os bons exemplos iniciais e também se aventurem na ferramenta.

O uso do Blast também mostra às marcas a importância de uma estratégia inédita no ambiente digital. Já passou o tempo de a campanha digital de uma marca ser apenas o comercial da televisão que é postado dias depois no canal do YouTube ou na página do Facebook.

Como funciona o Blast

Em um trabalho conjunto de marca, agências e Google, a campanha se inicia com uma captura de dados, online e off-line, para entender qual será a melhor estratégia de campanha.

O anunciante pode usar quatro das plataformas de publicidade do Google – YouTube, Google Display, Network e DoubleClick.

Após a campanha ser rodada, a marca usa as ferramentas de mensuração para qualificar a audiência, definir ainda mais o seu target e ter novos dados para remarketing.

Antes do Blast, o anunciante do Google poderia já combinar diferentes formatos de anúncio dentro das plataformas da empresa. A diferença, agora, é que a estratégia coordenada permite criar uma campanha digital de eficiência impressionante: em um único dia, a campanha chega a dezenas de milhões de consumidores.

Outro detalhe que o Google Brasil ressalta: o custo dessa campanha digital é menor que o custo do ambiente offline e a rentabilidade é maior.

Segundo Alessandra Gambuzzi, o número de usuários de YouTube praticamente quadruplicou nos últimos três anos no país. Assim, se justifica o foco crescente na plataforma digital. Os consumidores estão indo para lá e as marcas devem segui-los.

A ideia já foi apresentada ao Google dos Estados Unidos e do Canadá, que podem utilizar a estratégia no futuro próximo.

 

 

fonte: exame.abril.com.br

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